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Ferida materna: os 5 padrões que sabotam seus relacionamentos amorosos


Em resumo: A ferida materna -- seja resultante de uma ausência física, de uma carência emocional ou de um relacionamento tóxico com a mãe -- influencia profundamente as escolhas amorosas na idade adulta. Cinco padrões relacionais se repetem: escolher parceiros emocionalmente frios, assumir o papel de salvador, buscar a fusão, fugir da intimidade, ou reproduzir a dinâmica materna. Identificar seu padrão dominante é o primeiro passo para sair da repetição. A TCC de casal propõe ferramentas concretas para construir relacionamentos baseados na segurança e não na reparação.

Também escrevi dois livros sobre este assunto, Dependência emocional e Guia prático de TCC, se você deseja aprofundar.

Ferida materna: como ela sabota seus relacionamentos amorosos

"Não entendo por que sempre caio no mesmo tipo de pessoa." Esta frase retorna com uma regularidade impressionante em consulta. O parceiro muda, o nome muda, o contexto muda, mas o padrão permanece idêntico. E na grande maioria dos casos, este padrão encontra sua origem no relacionamento com a mãe.

A ferida materna não determina apenas como você se percebe. Ela determina quem você atrai, como você ama, o que você tolera e por que você sai -- ou por que fica quando deveria sair.

O mecanismo da repetição

Por que reproduzimos em nossos relacionamentos amorosos o que vivemos com nossa mãe? Três mecanismos psicológicos explicam isso.

A familiaridade emocional

O cérebro humano é programado para buscar o que conhece, mesmo quando o que conhece é doloroso. Um parceiro emocionalmente distante provoca no filho de mãe ausente uma elevação de ansiedade que se assemelha, neurologicamente, a uma excitação amorosa. "Ele me faz vibrar" frequentemente traduz "ele reativa minha ferida."

A fantasia de reparação

Inconscientemente, o adulto busca no relacionamento amoroso o que o relacionamento materno não deu. O parceiro é investido de uma missão impossível: reparar a ferida de uma criança que não foi suficientemente amada. "Se esta pessoa me ama, então sou amável." O problema: esta missão é fadada ao fracasso, pois nenhum parceiro pode preencher um vazio que data da infância.

A identificação projetiva

O adulto projeta no parceiro as características de sua mãe, depois reage a essas projeções como se ainda fosse a criança face à sua mãe. Um atraso de resposta em uma mensagem se torna um abandono. Um desacordo se torna uma rejeição. Um momento de silêncio se torna um castigo.

Para uma compreensão aprofundada da ferida materna e de suas origens, consulte nosso artigo pilar sobre as consequências psicológicas da mãe ausente.

Analise seus padrões relacionais resultantes da ferida materna com ScanMyLove.

Os 5 padrões relacionais da ferida materna

Padrão 1: Escolher parceiros emocionalmente frios

Este é o padrão mais comum. O adulto que viveu uma carência materna é irresistivelmente atraído por parceiros que reproduzem o estilo emocional de sua mãe: distantes, indisponíveis, imprevisíveis.

Sinais deste padrão:

  • Você é atraído por pessoas que parecem "misteriosas" ou "difíceis de compreender"

  • Os parceiros disponíveis e estáveis o entediam ("muito gentil", "sem desafio")

  • Você interpreta a distância emocional como profundidade

  • Você passa mais tempo tentando entender o que seu parceiro pensa do que desfrutando do relacionamento

  • Quando seu parceiro se aproxima, você paradoxalmente sente angústia


Este padrão está ligado ao estilo de apego ansioso: a necessidade de proximidade é intensa, mas a confiança na disponibilidade do outro é fraca.

Padrão 2: O papel do salvador

O adulto parentificado na infância -- aquele que teve de cuidar de sua mãe em vez de ser cuidado por ela -- reproduz este papel em seus relacionamentos amorosos. Ele escolhe parceiros em dificuldade: adição, problemas financeiros, instabilidade emocional, depressão.

Sinais deste padrão:

  • Você é atraído por pessoas "a salvar" ou "a reparar"

  • Você se sente útil e importante quando seu parceiro precisa de você

  • Você negligencia suas próprias necessidades para cuidar do outro

  • Quando seu parceiro melhora, você sente angústia (medo de que ele não o precise mais)

  • Você confunde amor com sacrifício


O salvador não faz benevolência: ele reproduz o único modo relacional que conhece. Cuidar do outro é a única forma que aprendeu de criar vínculo. Para aprofundar essa dinâmica, consulte nosso artigo sobre dependência afetiva.

Padrão 3: A busca por fusão

A criança que não foi suficientemente "contida" por sua mãe busca no relacionamento amoroso uma fusão total. Ela quer fazer-se uma com o outro, apagar fronteiras, compartilhar tudo, estar junto permanentemente.

Sinais deste padrão:

  • Você tem dificuldade em suportar a separação, mesmo breve

  • Você quer saber tudo sobre seu parceiro (pensamentos, atividades, contatos)

  • Você se sente incompleto quando está sozinho

  • As atividades separadas o angustiam

  • Você interpreta a necessidade de autonomia do seu parceiro como rejeição


A fusão não é amor: é uma tentativa de preencher o vazio deixado pela carência materna dissolvendo-se no outro. Ela sufoca o parceiro e invariavelmente acaba provocando o que o fusional mais teme: a fuga do outro.

Padrão 4: A fuga da intimidade

No oposto da fusão, alguns adultos que viveram uma carência materna desenvolvem
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Gildas Garrec, Psicoprático TCC
Gildas Garrec, Psychopraticien TCC

A propos de l'auteur

Gildas Garrec · Psychopraticien TCC

Psychopraticien certifie en therapies cognitivo-comportementales (TCC), auteur de 16 ouvrages sur la psychologie appliquee et les relations. Plus de 1000 articles cliniques publies sur Psychologie et Serenite.

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